Saúde da mulher: veja 7 recomendações para uma vida mais saudável

Médica analisando resultados de exames

No dia 8 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher – data criada para marcar a luta pela igualdade de gênero. Uma curiosidade que poucos sabem é que a prevenção e o tratamento em saúde também vêm sendo influenciados ao longo das décadas pelo esforço de grupos para a ampliação dos direitos das mulheres e da atenção às suas especificidades.

O campo hoje conhecido como saúde da mulher” inicialmente focava estritamente na função reprodutora dessa parcela da população.

Pouco a pouco, a comunidade internacional de profissionais de saúde passou a olhar a saúde reprodutiva como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social em todas as matérias concernentes ao sistema reprodutivo, suas funções e processos, e não apenas mera ausência de doença ou enfermidade. A saúde reprodutiva implica, por conseguinte, que a pessoa possa ter uma vida sexual segura e satisfatória, tendo a capacidade de reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes deve fazê-lo”. Essa definição foi estabelecida em 1994, na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento.

Foi só nos últimos 30 anos que se firmou o entendimento de que o conceito de saúde da mulher vai além. Hoje, o Brasil conta com a Política Nacional de Atenção à Mulher. Ela leva em conta aspectos fisiológicos, sociais, culturais, econômicos, regionais, de gênero, raça e sexualidade para cuidar da saúde feminina de forma integrada.

Assim, o cuidado com as mulheres deve abordar temas específicos como climatério e menopausa, queixas ginecológicas, infertilidade e reprodução assistida e saúde da mulher na adolescência; mas também doenças crônico-degenerativas, saúde ocupacional, saúde mental e doenças infectocontagiosas. Além disso, cada vez mais, levam-se em consideração o meio e o contexto de vida de cada mulher.

Alguns fatos sobre a saúde da mulher

  • Quem mais usa os serviços de saúde são justamente as mulheres. Elas procuram médicos e outros profissionais não apenas para cuidar de si mesmas, mas também para acompanhar crianças, idosos e outros membros da família e da comunidade.
  • Mesmo com essa forte presença feminina no sistema de saúde, a saúde das mulheres ainda precisa de mais atenção. Isso porque elas vivem mais que os homens, mas adoecem mais frequentemente. Isso se deve menos a fatores biológicos e mais aos fatores ambientais.

Por isso, tendo em vista os principais aspectos que afetam a saúde das mulheres brasileiras, separamos 7 recomendações para as mulheres que buscam viver mais e melhor. Confira a seguir.

7 dicas imprescindíveis para a saúde da mulher

1. Realize o autoexame e faça check up periódico

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a cada ano, são diagnosticados 66 mil casos de câncer de mama e 17 mil novos casos de câncer de colo do útero. Por isso, essas duas doenças precisam estar no radar do público feminino. A boa notícia é que elas podem ser diagnosticadas de forma simples.

O primeiro passo importante é conhecer o próprio corpo para perceber alterações nas mamas. Para isso, mulheres de todas as idades podem realizar em casa o autoexame. Além disso, a mamografia é indicada para mulheres entre 50 e 69 anos a cada dois anos (ou com maior frequência, no caso de quem tem risco elevado).

Já contra o câncer do colo do útero, a melhor medida é a realização de exames citopatológico e preventivo ginecológico a partir dos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram ou têm relação sexual.

Leia também: É possível evitar o câncer? Confira 5 dicas

2. Cuide da alimentação, ela pode salvar sua vida

Segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 8,1% das mulheres são diagnosticadas com diabetes e 20,7% se encontram na faixa de obesidade. Esses dados são relevantes porque confirmam a necessidade de prevenção contra o desenvolvimento de doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas.

Essas enfermidades estão fortemente relacionadas aos hábitos de vida. Por isso, é fundamental que, desde cedo, a mulher busque manter uma alimentação saudável, incluir exercícios físicos na rotina e ter uma boa rotina de sono. Sempre que estiver difícil fazer isso por conta própria, é importante buscar ajuda de médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde que possam auxiliar nesse processo.

3. Mantenha o coração em dia

Já há, tradicionalmente, uma rotina de realização de exames ginecológicos e de mamas anualmente, mas quando o assunto é check-up cardiológico, a frequência é bem menor. Esse quadro precisa mudar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as cardiopatias são responsáveis por 30% dos óbitos femininos, superando os números de cânceres ginecológicos.

Entre as principais doenças dessa categoria, vale destaque para o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral.

Junto com a adoção de hábitos de vida saudáveis e o manejo do estresse, a realização de acompanhamento médico periódico pode fazer a diferença para resolver essa situação.

4. Atenção à saúde mental

Mulheres tendem a trabalhar mais horas, ficar mais sobrecarregadas com tarefas domésticas e cuidados familiares, além de estarem mais vulneráveis a uma série de fatores sociais que as expõem ao sofrimento mental. Por isso, é importante sempre cuidar da saúde psicológica da população feminina.

Além de doenças como a depressão, é importante olhar para as situações que podem atingir as mulheres em diferentes fases da vida:

  • Disforia pré-menstrual;
  • Depressão perinatal e perimenopáusica;
  • Transtornos de humor e de ansiedade associados à infertilidade e a gestações abortadas;
  • Transtornos alimentares;
  • Transtorno de ansiedade generalizada;
  • Transtorno de estresse pós-traumático.

5. Sexo seguro sempre

As infecções sexualmente transmissíveis ainda têm uma incidência significativa. Além dos ciclos infecciosos de cada doença, elas podem gerar consequências importantes para a saúde feminina. As complicações nas mulheres incluem a doença inflamatória pélvica, podendo ter como consequência infertilidade, dor crônica, gravidez ectópica, além de câncer de colo de útero (relacionado ao HPV) e as complicações por imunodeficiência (decorrente do HIV).

Assim, é fundamental sempre utilizar preservativos durante as relações sexuais, que podem, inclusive, ser retirados gratuitamente no SUS. Também faz toda a diferença consultar-se ao menos uma vez ao ano com o ginecologista para a realização de exames, orientações e resolução de dúvidas.

6. Engravidou? Essa é a hora de redobrar os cuidados com você

As consultas médicas antes, durante e após a gravidez não só são importantes para a saúde do bebê, mas também para a saúde da mãe. De acordo com o Ministério da saúde, 92% dos óbitos maternos seriam evitados se fosse realizado corretamente o acompanhamento para prevenir a hipertensão arterial, as hemorragias, a infecção puerperal e o aborto.

Também após o nascimento do bebê, a mulher deve continuar sendo acompanhada pelo médico para verificar sua recuperação física e agir precocemente em caso de depressão pós-parto ou outras situações que demandem auxílio.

7. Prepare-se para uma menopausa saudável, você ainda viverá muito depois dela

O aumento da expectativa de vida é uma realidade e, hoje, é muito relevante a parcela das mulheres que vivem mais de 80 anos. Isso significa que cerca de 30 anos serão vividos após a chegada da menopausa.

Se, por um lado, esse período traz inúmeras transformações hormonais, físicas e psicológicas, por outro, pode ser encarado como uma fase da vida a ser aproveitada. Nesse sentido, o combate ao sedentarismo ocupa lugar de destaque por ser um fator facilitador de doenças crônico-degenerativas, além de melhorar a aptidão física e favorecer a disposição para viver.

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